Sobre

Sou doutorando em Inovação e Tecnologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, PPGIT), onde pesquiso tecnologias sociais para o bem viver. Minha pesquisa atual, “Cocriação Sociotécnica com Agricultores Familiares: Desenvolvimento Participativo de Tecnologias para o Meio Rural”, investiga como metodologias participativas moldam a construção de sistemas autônomos de comunicação e sensoriamento no campo — trabalho organicamente vinculado ao projeto de extensão SEMEA-TEC.

Sou graduado em Física e mestre em Ciência dos Materiais pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Atuo na promoção da apropriação crítica da ciência e da tecnologia por meio da cultura hacker.

Sou sócio-fundador da Transistir Social Tech, iniciativa dedicada ao desenvolvimento de hardware e software com foco em tecnologias descentralizadas, em parceria com organizações indígenas (como a COIAB), institutos de pesquisa (IEB, UFPA/FADESP) e movimentos sociais. Integro também o coletivo Sítio do Astronauta, voltado à experimentação em ecotecnologias e modos de vida sustentáveis, e a Coolab – Laboratório Cooperativo de Redes Livres.

Minha trajetória começou apaixonado por aprender coisas novas: depois do mestrado, percebi que minha vida estava mais relacionada às comunidades do que à academia, e transformei o sonho de trabalhar com tecnologias em coletivos e projetos de campo. Na Nuvem Estação de Arte e Tecnologia (2015), participei do projeto Fumaça Data Springs — a primeira rede wifi mesh e uma rede experimental na banda GSM de Vila da Fumaça, Resende-RJ. Na sequência, com a coolab, fundamos a Associação Portal sem Porteiras, associação sem fins lucrativos que promove inclusão digital e autonomia tecnológica de comunidades rurais e urbanas por meio de tecnologias livres e abertas, sediada no Bairro dos Souzas, Monteiro Lobato-SP.

Do Sítio do Astronauta veio um dos projetos que mais gosto: o Tecnomisticismo, feito em parceria com o circuito de artes do Sesc 2017, que aproxima a tecnologia da linguagem dos símbolos e do místico, criando ambientes de imersão e reflexão sobre o que a tecnologia é e o que ela pode ser. É o mesmo espírito que orienta meu trabalho hoje: tecnologia feita com, e não para.

Também escrevo sobre tudo isso: o ensaio Um Convite à Transistência saiu na edição nº 1 da revista TOCAIA, e reflexões sobre pesquisa e extensão aparecem na seção de doutorado deste site.

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