Tecnologias não nutricionais no esportes e wellness
Palestrante: Arthur Gáspari
Data: 02 de Abril de 2025
O que eu aprendi
A palestra ministrada por Arthur Gaspari ampliou minha compreensão sobre o papel estratégico da tecnologia no esporte. Um dos pontos mais marcantes foi a apresentação de tecidos inteligentes com propriedades térmicas específicas, como os que utilizam cerâmica para emitir radiação no infravermelho longo. Aprendi também que o esporte tem se tornado um ambiente fértil para o desenvolvimento de inovações de ponta, envolvendo nanotecnologia, sensores vestíveis, materiais biodegradáveis, e até com atenção à sustentabilidade. Outro aprendizado importante foi a noção de que a performance esportiva pode ser significativamente influenciada por recursos tecnológicos, muitas vezes se pensa que esses recursos se resumem a fatores nutricionais, porém foi mostrado que há muito foco para soluções tecnológicas e materiais inovadores.
Para que serve
A palestra serve para mostrar que a tecnologia aplicada ao esporte vai muito além do desempenho atlético — ela também tem impactos em áreas como reabilitação, acessibilidade, sustentabilidade e inovação industrial. Entender essas aplicações nos ajuda a perceber o esporte como um laboratório vivo de experimentação tecnológica, que pode gerar soluções replicáveis para outros setores, como saúde, mobilidade urbana e até energia. Além disso, ela também serve como inspiração para pesquisadores e profissionais pensarem fora dos “setores tradicionais” de inovação, valorizando campos emergentes e interdisciplinares.
Como se aplica ao meu trabalho
Durante a palestra, fiquei especialmente impactado pela descrição dos tecidos com cerâmica incorporada, capazes de emitir infravermelho quando aquecidos. Essa tecnologia despertou minha atenção porque estou pesquisando materiais que possam ser usados em sistemas de “energy harvesting” — ou seja, a captação de energia ambiental para alimentar microdispositivos ou sensores de baixa potência. A emissão no espectro do infravermelho, ao gerar calor localizado, pode ser explorada para conversão em energia elétrica via efeito termoelétrico ou por meio de materiais piroelétricos e fotovoltaicos sensíveis ao infravermelho. Isso abre uma possibilidade concreta de testar esses tecidos como uma fonte de energia alternativa em contextos de baixa demanda energética (na casa de miliwatts), como sensores vestíveis — exatamente dentro do escopo do meu projeto de doutorado. Além disso, a palestra reforçou a importância de explorar inovações fora do escopo tradicional de pesquisa, mantendo uma postura multidisciplinar e aberta à convergência de tecnologias.