Pós-desenvolvimento e decrescimento

23 de Janeiro de 2025 Bárbara Bastos

Palestrante: Bárbara Bastos Data: 23 de Abril de 2025

O que eu aprendi

A aula abordou uma introdução crítica aos estudos organizacionais e eu aprendi muito sobre o conceito de pós-desenvolvimento. A professora Bárbara apresentou sua trajetória acadêmica e como seu interesse em temas como autogestão, responsabilidade socioambiental empresarial e críticas ao modelo capitalista de organização a levou a estudar formas alternativas de organização social. A principal lição foi o questionamento da ideia hegemônica de “desenvolvimento” — especialmente em sua versão capitalista e ocidental — e a apresentação de abordagens que consideram outras formas de viver e organizar a vida coletiva, que não priorizam exclusivamente o lucro.

Para que serve

Esse conhecimento serve para ampliar a visão sobre práticas empresariais e organizacionais, indo além da eficiência econômica para incluir aspectos éticos, sociais e ecológicos. E colocando questionamentos nos paradigmas predominantes, como o do desenvolvimento linear e capitalista, e abrir espaço para pensar em alternativas plurais de organização da vida social. Serve muito para subsidiar pesquisas e práticas interdisciplinares, especialmente em programas de pós-graduação que tratam de inovação, ciência e tecnologia voltadas ao bem comum e à justiça social.

Como se aplica ao meu trabalho

No contexto do meu doutorado em Inovação de Ciência e Tecnologia com foco em tecnologias sociais para o bem viver comunitário, a aula fornece importantes ferramentas teóricas e críticas para analisar a viabilidade de modelos de autogestão em projetos comunitários e tecnológicos. Acredito que posso aplicar ao meu trabalho pensando na inovação de forma não utilitarista, ou seja, como promotora de autonomia, solidariedade e modos de vida alternativos ao consumo e ao mercado. E mais do que tudo está bem no caminho do que eu quero com o meu projeto, para construir epistemologias situadas, que respeitam o conhecimento local e os saberes populares, alinhando-se à crítica ao desenvolvimento tradicional feita pelos estudos do pós-desenvolvimento.